quinta-feira, 19 de março de 2015

DEU POSITIVO


Peguei o meu resultado e como era de se esperar, deu positivo. Sim, eu estava grávida. Minha mãe que tinha ido comigo, ficou maluca dentro da clínica, me abraçava forte e chorava, enquanto eu estava perplexa com o que estava acontecendo. Minhas mãos tremiam, procurava pelo o meu celular para avisar ao Luan, mas a minha mãe me impediu, pedindo para que eu fizesse uma surpresa.
- Mãe, eu vou viajar hoje a tarde.
- Eu sei filha. Mas não diz ao Luan por telefone. Vou te levar em uma lojinha.
      Minha mãe era daquela moderna, e eu adorava aquilo. Me levou em uma loja de bebê, e eu me encantei pelo o lugar, as coisas era tão pequenininhas e tão lindas, que dava vontade de comprar o enxoval do meu bebê naquele instante. Comprei umas coisinhas unissex. E saímos dali direto para o meu apartamento, eu iria arrumar a minha mala, pois a tarde viajaria com o Luan.


- Eu sabia que iria dá positivo. O Luan já sabe ? - perguntou a Michele. Estávamos conversando por telefone, enquanto eu arrumava a minha mala, com a ajuda da minha mãe.
- Ele ainda não sabe, vou fazer uma surpresa.
- Será que pode me contar ?
- Eu não vou te contar, eu vou te mostrar. Vou filmar tudo e te mando é melhor.
- Tudo bem, gravidinha.
     
Terminei de arrumar a minha mala e fui para a sala, onde o meu pai estava. Ele ainda não sabia do resultado e quando me viu, foi logo perguntando, todo curioso.
- Vou ser avô ?
- Vai sim, pai - falei sorrindo, mas ao mesmo tempo com medo.
    O meu é tão cuidadoso comigo, sempre me dando conselho para que eu fizesse minhas coisas na hora certa e no tempo certo. Eu tentava fazer sempre o que ele me pedia e o que ele achava melhor para mim, até porque todos os conselhos que veio do meu pai, só me dei bem. Mas dessa vez, foi tudo tão rápido,  sem planejamentos.
- Não acredito, minha filha - me abraçou, todo emocionado. - Vocês nem fizeram um ano de namoro, Larissa. Deveriam ter mais cuidado.
- Nós tínhamos sempre, mas aconteceu.
- Tudo bem, não vou te abandonar por isso, certo ?
- Obrigada, pai. Muito obrigada, mesmo.
      Almoçamos juntos, em família. Contei para o meu irmão que ele iria ser tio, e ele ficou um pouco em choque, perguntando o tempo todo se eu estava falando sério.
- Cara ! Não acredito. Vou ser tio ... - disse rindo, me deu um abraço e um beijo demorado no rosto. Abraço de irmão, tão sincero, puro.

Almocei com a minha família e após isso tomei um belo banho quentinho, já que fazia um pouco de frio na grande São Paulo, coloquei um vestido longo, peguei as minhas coisas e o meu pai fez questão de me deixar no aeroporto e me ''entregar'' ao Luan.
    Tinha algumas meninas que esperava o Luan, ele ainda não tinha chegado, mas não era nenhuma novidade ele chegar atrasado. Falei com algumas meninas, tirei foto com outras e fui até o encontro do piloto.
- Pai, pode ir embora eu fico aqui.
- Não, filha ! Eu vou esperar o Luan - disse sorrindo.
- Pai, vamos conversar - abracei o meu pai de lado e sai caminhando com ele. - O Luan ainda não sabe e o senhor não vai contar.
- Uai, vou contar sim.
- Pai, eu vou fazer uma surpresa pra ele. Não estraga por favor, eu te peço.
- Você não está mentindo ?
- Não ! Comprei uns sapatinhos de bebê.
- Fará parte de sua surpresa ?
- Isso !
- Vou acreditar. Amanhã eu ligo para o Luan e pergunto alguma coisa.
- (risos) Pode deixar ! Falando nele, olha ali - apontei para o meu namorado que estava todo sorridente. Ele vinha em nossa direção acompanhado do Wellington e do seu pai.
- E aí sogrão !
- Opa, cara ! - apertaram as mãos.
- E aquele churrasco, sai quando ? - veio até mim e me deu um beijo no rosto.
- Vamos marcar.
- Vamos sim, tem que ser lá na chácara, faz tempo que não vou lá.
- Pode ser !

O meu pai foi embora minutos depois, nos deu um abraço forte e nos desejou boa viagem. O Luan cumprimentou os pilotos e entrou em seu jatinho.
- Amor, você não vem ? - perguntou para mim, já que me viu do lado de fora.
- Já vou, espera um pouco.
    Wellington já ia colocar a bolsa do Luan dentro do jatinho, mas eu o impedi. Ele de primeira não queria que eu abrisse a bolsa do Luan. Mas assim que mostrei os sapatinhos, ele ficou surpreso e quase grita ali, pedi silêncio e sigilo. Well, me ajudou a colocar os sapatinhos dentro da bolsa do Luan e assim entramos no jatinho, seguindo rumo para uma cidade de Minas Gerais.

domingo, 15 de março de 2015

JUNTINHOS SEM NINGUÉM POR PERTO

Como combinado o Luan apareceu na casa dos meus pais, conversou um pouco com eles e com o Lucas, enquanto eu terminava de arrumar o meu cabelo. A minha mãe ficava me apressando, dizendo que o Luan iria desistir de sair comigo:
- Mãe, só vamos ficar na casa dele. Iremos aproveitar que estamos com uma pequena férias.
- Aproveitar ? Vocês são danados.
- Não é nada disso que a senhora está pensando, viu ? Só pensa besteira, Dona Laura.
- (risos) Vocês são jovens não é ? Tudo pode acontecer.
- Ah ! E você não faz mais isso ?
- Larissa ! Para de falar besteira, seu namorado te espera.
     Ela saiu do quarto me deixando sozinha, rindo do jeito louquinho dela.
   Na sala o Luan ria com o meu pai e o meu irmão, de algo que provavelmente eu não iria entender, conversa de homens. Assim que me viu perto do sofá, se levantou e veio até mim, me dando um selinho demorado.
- Vamos ?
- Vamos !
 Nos despedimos dos meus pais e seguimos para o seu carro. Enquanto ele dirigia, eu fazia carinho em seu pescoço, o que lhe fez reclamar diversas vezes comigo. Luan dizia que estava tirando a sua concentração dos carros que estava em sua frente.
- O que vamos fazer hoje ? - perguntei.
- Estava pensando em um filminho, edredom, agarradinhos e muitos beijos. O que você acha ? Topa ou achou isso meio sem graça ?
- Tudo com você é ótimo.
- Ah ! Eu vou te levar no estúdio hoje.
- Sério ? - perguntei animada. - É meu sonho acompanhar.
- Será realizado hoje.
       Chegamos em sua casa e só encontramos o cachorrinho, que mesmo me vendo por tantas vezes, ainda  estranhava quando me via perto do Luan. Parecia ciúmes.
- Puff, é amiga - colocou o cachorrinho em seu colo, que latia para mim. - Não pode ficar latindo assim pra ela. É a sua amiga. Minha namorada. Passa a mão nele, amor.
- Nunca ! Enlouqueceu ? Vou perder minha mão.
- (risos) Que perder a mão, Larissa. Passa a mão nele, faz carinho, agora sem medo, ele sente quando você fica com medo.
        Luan segurou a minha mão e quando ia chegando perto o cachorrinho latiu mais uma vez. Mas como o meu namorado era muito insistente, distraiu o Puff, enquanto eu passava a mão nele. Que depois me olhou e ficou quietinho.
            Parecia que o Puff estava mais tranquilo, Luan colocou ele no chão, e segurou a minha mão, para onde íamos, aquele mascotinho também ia, ficava do meu lado, me cheirando o tempo todo.
- Vamos assistir aqui ou lá no quarto ?
- Você quem sabe.
- Cara, aqui é a sua casa também. Fica a vontade, amor.
- Então vamos para o seu quarto.
- Vamos !
         

O filme já tinha começado, eu comia uma maça, enquanto o Luan estava na pipoca e concentrado. Era muito chato o filme, estava tudo muito chato, o nosso relacionamento não estava tendo tantas aventuras. Parei de comer a maçã, peguei o potinho de pipoca que ele estava comendo e coloquei ao lado da cama.
- O que foi ? - não falei nada e sentei em seu colo.
    Beijei o rosto do Luan, passei minhas mãos pelo o seu peito. E ele já imaginava o que eu estava querendo no momento.
- Vamos deixar o filme terminar.
- Não ! É muito chato esse filme, vamos fazer uma coisa mais interessante.
- Larissa ! Não acha melhor depois do resultado ?
- Não, não acho melhor.
     Tirei a camisa do Luan e ele tirou a minha blusinha a qual eu estava vestida. Com delicadeza ele tirou o meu sutiã vermelho, com beijos em meus seios, me fazendo arrepiar com o toque do seus lábios em minha pele. Uma de suas mãos foi parar em meu cabelo, pegando firme, já a outra em minha perna segurando com vontade.
         Fiquei maluca quando ele deu uma mordidinha em meus lábios e cravei minhas unhas em seu ombro, o que lhe fez gemer baixinho. Em um movimento rápido eu já estava embaixo dele. Nos beijávamos como loucos, suas mãos eram rápidas, tirava o meu short, enquanto eu tentava tirar o dele, mas não conseguia.
- Eu tiro pra você - disse o Luan, com uma voz rouca, louquinho de tensão.
           Nos despimos e antes de senti-lo fortemente dentro de mim, o Luan saiu correndo até uma gaveta e pegou uma camisinha colocando logo em seguida. Era tão bom sentí-lo, não era apenas sexo, tinha amor, carinho um pelo o outro, respeito. Eu o amava, muito e sentia que ele me amava também.


* Desculpem a demora, mas ando ocupado com algumas coisas. Não vou desistir da fanfic, até porque tenho umas ideias bem legais. Mas vou postando quando posso.
        Próximo capítulo cheio de surpresas.

quarta-feira, 11 de março de 2015

EXAME FEITO

Ficamos em silêncio e acabamos dormindo. Acordei várias vezes de madrugada, tive sonhos confusos, primeiro mostrava eu sorrindo enquanto segurava um menino em meus braços, logo em seguida estava chorando e o Luan me abraçava.
     Luan também acordou, ligou o abajur ao seu lado e ficou olhando para o teto:
- Acontecendo alguma coisa ?
- Estou tendo uns sonhos estranhos.
- Quer contar ?
- Melhor não, vamos voltar a dormir.
- Larissa !
- Oi - deitei a minha cabeça em seu peito.
- Você quer mesmo ter um filho ?
- Nossa, Luan !
- O que ?
- Ficou parecendo que você não quer esse filho.
- Eu não disse isso, só foi uma pergunta. Não quero que faça nenhuma besteira, se estiver realmente grávida. Eu não vou te abandonar, meu amor.
- Se eu estiver realmente grávida, eu não vou desistir do meu filho, vou deixá-lo crescer em minha barriga, gerar ele e vou cuidá-lo para o resto da minha vida.
- E eu vou estar ao seu lado. Quero ser um paizão para esse guri ou guria, quero ser para esse bebê, o pai que eu tenho, compreensivo, atencioso, amoroso.
- Não tenho dúvidas que será um paizão. Vamos tentar dormir, daqui a pouquinho tenho consulta. Estou ansiosa !
- Vamos tentar dormir.
       

     Era 07:30 quando acordei  novamente, dessa vez com o despertador. Tomei um banho quente, já que fazia um pouco de frio na cidade, coloquei uma roupa confortável e sai do quarto. Bruna ainda dormia, fui para a cozinha e preparei um café da manhã.
      Liguei para a Michele, que passaria em meu apartamento em alguns minutos. Passei pela a sala e tomei um susto com a Bruna me chamando.
- (risos) Não queria te assustar, cunha. Já vai para a consulta ?
- Michele já está vindo, deixei café da manhã pronto. Vou terminar de me arrumar, cunha. Qualquer coisa me chama.
- Deixa eu ir, Larissa ?
- Bruna, eu só vou fazer exame de sangue. Não seria melhor quando fosse uma ultra ? Se eu realmente estiver grávida.
- Claro que você está... Deixa eu contar sua suspeita para a minha mãe ? Ela vai ficar tão feliz em saber que vai ganhar um netinho para mimar.
- (risos) Conta, menina !
       Corri para me arrumar, Michele chegou no apartamento fazendo um pouquinho de escândalo, dizendo que não esperava a hora de saber já do resultado:
- É melhor falar um pouco baixo.
- Se o Luan acordar, vai ser aquele mau humor, está bem cedo - disse Bruna rindo.
- É, Michele.
- Me desculpa, baby. Eu não sabia que o seu amado estava aqui. Agora podemos ir ?
- Podemos ! Bruna, não vai embora antes que eu chegue, certo ?
- Tudo bem ! Boa sorte, cunha.
      Abracei a minha cunhada e assim que dei as costas, ela me chamou:
- E se sua mãe aparecer por aqui, o que eu digo ?
- Só diz que eu sai com a Michele e que não demoro. Mas acho que ela não vai aparecer por aqui, mas sim me ligar. Agora estou indo, se não chego atrasada.

No caminho até o consultório, a Michele cantava, conversava bastante.
- Hoje você acordou muito feliz, Michele. Essa felicidade tem nome ?
- Claro que tem - deu um sorriso largo.
- Me conta, logo !
- Eu mesmo - me olhou e deu uma gargalhada.
- Você enlouqueceu, não entendi essa gargalhada.
- Nossa ! Eu não posso feliz ? Não tem ninguém na parada... por enquanto.
- (risos) Por enquanto, não é ? Sei !
      Chegamos no consultório e demorou um pouco para que eu fosse atendida. Deixei o meu  celular no silencioso, fiz o meu exame e ao sair de  lá, vi a quantidade de mensagem e ligação perdida da minha mãe, tinha também do Luan, pedindo que eu atendesse o telefonema da minha coroa.
          A hora de contar a verdade já estava próxima, eu não poderia ficar escondendo para os meus pais. Eles eram compreensivo, no começo vão ficar surpresos e vão falar sobre prevenções e blablabla. Mas depois estariam me apoiando, tinha certeza.
- Com medo do que o seus pais vão dizer ?
- Um pouquinho !
- Estou com você.
             

     Ao abrir a porta do meu apartamento tomei um susto, parecia uma reunião familiar, os pais do Luan estavam ali, os meus pais também. Na verdade não parecia, estava tendo uma reunião familiar. O que me causou ainda mais medo.
- Uma reunião familiar e não me avisam nada - disse rindo, tentando não transparecer o medo que eu estava.
      Fui até os meus pais onde cumprimentei com  um abraço apertado, fiz o mesmo  com os meus sogros. Luan, com cara de sono,  estava sentado no sofá e me olhava sorrindo.
- Que cara é essa, amor ? - perguntei rindo e sentando ao seu lado.
- E aí como foi lá ?
- Foi tranquilo !
- Você foi no hospital, filha ? - perguntou meu pai.
- Fui em um consultório.
       Bruna bateu as mãos, toda empolgada. Isso fez com que todos olhassem para ela.
- Desculpa, só lembrei de uma música que bate as mãos - Luan caiu na risada ao ouvir a irmã falando aquilo, Michele o acompanhou e assim todos acompanharam também.
- Gente, tá bom ! - disse o Luan. - Eu e a Larissa tem uma coisa importante para contar.
- Casamento, já ? - meu pai perguntou, colocando a mão no coração.
- (risos) Depois disso, acho que o senhor vai querer que aconteça um casamento.
- VOCÊ  ESTÁ GRÁVIDA, LARISSA ! MINHA FILHA ! - minha mãe gritou de felicidade, ficou em pé e pulou várias vezes e depois veio me abraçar. Fiquei surpresa com a reação dela.
- (risos) Não ! Não, mãe... - ela se afastou desfazendo o sorriso.
- Como não, Larissa ? Como o seu pai vai querer que aconteça um casamento logo ?
- Não ainda, não é, Larissa ? - Marizete falou.
- Vo-você contou para ela - minha mãe começou a chorar.
- Queremos explicações - Amarildo  e o meu pai falaram.
- Calma ! A Larissa está com suspeita de gravidez, hoje ela foi fazer o exame de sangue e vamos saber em breve se está grávida ou não. Ainda não é certeza.
- Filha ! - minha mãe não parava de chorar.
- Calma, mãe.
- Larissa, minha filha. Não vai atrapalhar a sua carreira e a carreira do seu namorado ?
- Paulo, não precisa se preocupar. Não vai atrapalhar !  - disse o Luan.


Naquele dia fomos almoçar em um  restaurante bacana e discreto, sem tumultos, o Luan estava  sem segurança por isso preferimos um lugar mais tranquilo, quase saímos de São Paulo para encontrar esse lugar, mas achamos. Almoçamos bem, conversamos. Eu e o Luan ouvimos muito conselho vindo dos nossos pais.
         Pela tarde descansei na casa dos meus pais e o Luan foi para o estúdio, terminar alguns arranjos para o seu novo projeto que já estava perto de acontecer. Um DVD Acústico, ele sempre sonhou, mas esperava a hora certa para fazer aquele projeto, que seria grandioso. Luan era bem perfeccionista, então tudo sairia lindo.
      O combinado seria que nos encontrássemos a noite, em sua casa. Os seus pais não estariam e nem a sua irmã. A noite seria nossa, como ele mesmo disse.
- Tem uma surpresa te esperando, meu amor - falou por telefone.
- Não me deixa ansiosa e nem curiosa.
- (risos) Te amo, vou ter que desligar agora.
- Tudo bem

Era possível ser tão apaixonada assim ? A minha queda poderia ser grande. Eu tinha tanto medo de que algo acontecesse em nosso amor, e eu pedia aos céus que ficasse do jeito que estava, tão lindo, um dedicado ao outro, sendo sincero um com o outro, assim poderíamos ser felizes para sempre.

terça-feira, 3 de março de 2015

EM CASA

Minha mãe apareceu em minha casa junto com o meu irmão e sua namorada. A casa começava a ficar cheia, o Luan chegaria em breve com a sua irmã. E a Michele apareceria pela manhã, para irmos ao consultório.
- Filha, vamos ao médico agora.
- Mãe, não precisa.
- Eu já ouvi isso, Larissa. Você vai e acabou o assunto.
 - Espera o Luan chegar, então - falei com medo.
- O Luan nos encontra no hospital, vamos.
- Eu não vou - sentei no sofá. - Já estou de pijama e me sinto bem.
               Tocaram na campanhia e o meu irmão foi abrir a porta,  o Luan entrou praticamente desesperado dentro do meu apartamento, sua irmã comprimentou o meu irmão e as outras pessoas, enquanto ele estava ao meu lado me enchendo com um monte de perguntas.
- Já se sente melhor ? Quer ir ao médico ?  Eu te levo, meu amor.
- (risos) Calma, meu amor. Eu já estou melhor, tomei um banho, coloquei o pijama e agora estou bem melhor. Não quero tomar nenhum remédio e nem quero ir ao médico.
- O seu pai não é teimoso, eu não sou teimosa, seu irmão também não, você é a pessoa mais teimosa do mundo, Larissa. Você sofre com essa mulher, Luan.
- (risos) Se ela diz que está bem eu acredito - passou a mão em meu rosto.
- Eu também acredito, mas eu quero saber o que ela tem. Pode ser alguma coisa grave.
- Vamos fazer assim, eu durmo aqui com a  Larissa e se ela começar a passar mal de novo, eu levo ela no hospital e ligo imediatamente pra um de vocês.
- Se a Larissa diz que está bem, eu também confio. E confio ainda mais no meu genro, nos ligue qualquer coisa, Luan.
- Vai deixar a sua filha, Paulo ?
- Ela está com  o namorado dela, Laura.
- Tudo bem ! Nos ligue qualquer coisa.
   Os meus pais foram embora, me deixando com a Bruna e o Luan. Fiquei  com a Bruna na sala enquanto o Luan foi tomar um banho.
- Cunhada, é o que eu estou pensando ?
- Eu também estou pensando isso, cunha. Mas eu não tenho a certeza, amanhã eu vou ao médico, vou fazer exame.
- Vai sozinha ?
- Não, eu vou com a Michele.
- Posso ir com você também se quiser.
- Se não for te incomodar.
- Não vai incomodar. E confesso que estou louca para que seja um bebê, queria ser tia.
- (risos) Eu não queria agora, mas o que acontecer, é porque tinha que acontecer. Vou pegar um travesseiro e um edredom pra você.
         Arrumei o sofá cama para a Bruna, emprestei uma roupa de dormir e ela ficou na sala. O Luan já tinha saído do banho e ficou na sala conversando um pouco com a sua irmã, enquanto eu comia uma melancia na cozinha.
     Sai da cozinha e estava tudo apagado  na sala, Bruna já estava dormindo. Em meu quarto o Luan estava jogado na cama, apenas de cueca.
- Vem aqui, meu amor. Vamos conversar.
- Estou precisando mesmo conversar com você.
    Deitei no peito do Luan e enquanto ela
alisava o meu ombro, começamos a conversar.
- Minha mãe está bem preocupada comigo.
- Eu percebi, porque você não conta pra ela sobre a sua suspeita ?
- Eu quero ter a certeza. E confesso que estou um pouco com medo de contar para os  meus pais. Medo da reação deles, medo da reação do seus pais também. Vão pensar que eu fiz isso de próposito, que eu estou interessada...
- Eii, pode parar ! Ninguém da minha família vai pensar isso.
- E o seus fãs ?
- Os meus fãs vão entender.
- Será ? Tenho medo do que possam falar.
- Ô meu amor, fica tranquila.
         

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

PASSANDO MUITO MAL

Todos estavam curtindo a festa, o Luan pulava e cantava uma música internacional, com os seus amigos. Michele, conversava com o Douglas, ali iria sair alguma coisa. Meus pais se divertiam com os pais do Luan e alguns tios  e tias dele. Outras pessoas aproveitava para tietar um pouco os famosos que ali estavam.
        Estava sentada em um sofá tomando um suco de laranja, mas a cada gole um enjoo. Parei de tomar o suco e senti um enjoo mais forte, fiquei em pé pronta para ir ao banheiro, mas vi tudo escuro em minha frente, ia caindo, mas o meu irmão me segurou:
- O que foi, Larissa ? - perguntou preocupado.
- Só fiquei um pouco tonta - ele me fez sentar no sofá novamente. - Não ! Eu preciso ir ao banheiro, rápido, me leva ao banheiro, Lucas.
- Calma !
       Coloquei a mão na boca e fomos correndo para o banheiro, o deixei esperando, enquanto eu colocava pra fora tudo o que eu comi, tudo o que eu tomei. Limpei a minha boca, e ao olhar para o espelho, senti novamente um enjoo, apesar de tudo ser maquiagem, aquele ''sangue'' que estava em meu rosto, deixava o meu estômango embrulhado e assim vomite mais uma vez.
     Michele entrou desesperada no banheiro me procurando.
- Amiga, muito enjoo ?
- Fala baixo, Michele. Muito ! Eu quero ir pra casa, não estou me sentindo bem.
- O que você tem ?
- Tontura e muito enjoo. Estou passando mal, mesmo.
- Eu vou com você pra casa, porque amanhã vamos ao médico. Certo ?
- Certo, mas fala baixo, ninguém precisa escutar.
- Mais baixo que isso, só eu fazendo gestos, querida.
- (risos) Deixa de ser besta !
- Limpa essa boca - me entregou um papel. - Lava a boca e vamos pra casa.
- O que vamos dizer aos meus pais ? Ao pais do Luan ?
- E ao Luan não é ?
- Ele sabe, amiga. Contei pra ele !
- E aí ? - perguntou curiosa.
- Ele ficou assustado, não está acreditando muito.
- Que é o pai ou que você está grávida e que vai ser pai ?
- Que eu estou grávida e que ele vai ser pai.
- Teremos a certeza, amanhã.
          Saímos do banheiro e o Lucas estava com o meu pai ao seu lado.
- Seu irmão disse que passou mal, vamos ao hospital ?
- Não precisa, pai. Foi só uma bebida que eu tomei, fiquei bem enjoada e tonta.
- Ah ! Pega leve na bebida, filha.
- Eu quero ir embora, pai.
- Eu te levo em casa, vamos lá.
- Deixa eu só me despedir do Luan.
- Você liga pra ele, quando chegar em casa.
- Não, pai. O Luan vai ficar chateado se eu sair assim sem  avisar.
- Então vamos procurá-lo.
         Fomos procurar o Luan e encontramos ele conversando com a sua irmã.
- Luan !
- Oi, meu amor - selou os meus lábios. - O que você tem ? Está pálida.
- Eu não estou bem, meu pai vai me deixar em casa.
- Eu te deixo em casa, amor.
- Fica tranquilo, Luan. Eu deixo ela em casa e fico com ela um pouco lá.
 - Vai pra casa do seus pais ou para o apartamento ?
- Apartamento !
- Vou me despedir do pessoal e chego lá daqui a pouco, certo ?
- Tudo bem, mas não precisa sair apressado daqui, é a sua festa.
- Você é importante pra mim, amor.
- Eu sei - segurei o seu rosto e ri. Ele estava um pouco bêbado. - Te ligo quando chegar no apartamento.
- Beleza ! Cuida dela, seu Pedro.
- Pode deixar, cara - meu pai apertou a mão do Luan. - Avisem a Laura, por favor.
- Avisamos - disse Bruna. - Se cuida, cunha.
- Pode deixar, cunha - abracei ela e sai da festa.
              Até o apartamento o Luan me ligou duas vezes, era um pouco engraçado a preocupação dele, e lindo ao mesmo tempo, era sinal de que eu era mesmo importante para ele.
 - Amor, quando eu estiver no apartamento eu te ligo.
- Eu fiquei preocupado, amor.
- Eu sei, mas relaxa. Eu já estou melhorzinha.
- Seu pai já sabe ?
- Não !
- E sua mãe ?
- Também não, Luan.
- Beleza ! Me liga mesmo. Eu te amo muito, meu amor.
- Eu também te amo muito - meu pai fez uma careta, o que me fez rir.
- O que foi ?
- Nada !
- Vou desligar, se cuida.
- Se cuida também, não vai beber muito.
- Certo !
             

{...}

Ao chegar em meu apartamento, já fui tirando a fantasia e aquela maquiagem feia, enquanto o meu pai estava na sala, fui para o banheiro e tomei um banho de cabeça, relaxante. O enjoo e a tontura já tinha passado. Coloquei a mão em minha barriga. E pensei naquele bebê. Não foi nada planejado, mas eu cuidaria daquela criança, nem que fosse sozinha.
           Sai do banho, coloquei uma camisola confortável e fui até a cozinha. Meu pai estava dormindo no sofá, meu celular tinha vinte ligações da minha mãe. Retornei a ligação e ela já estava a caminho da minha casa, junto com o Luan, alguns convidados já tinham ido embora e ele também já tinha se despedido de outras pessoas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A REAÇÃO DELE

- Grávida ? Como assim, Larissa ?
- Grávida, Michele. Com um bebê na minha barriga.
- Meu Deus ! Eu não sei o que dizer.
- E eu não sei o que fazer.
- O Luan não sabe ?
- Claro que não, eu não queria contar.
- Não queria contar ? Larissa, ele é o pai do seu filho ou da filha. Tem que saber !
- Eu não sei como contar, eu tenho medo da reação dele, dos pais, dos meus pais.
- Você precisa contar.
- Minha mãe já suspeita. Eu passei muito mal hoje, venho passando mal sempre, na verdade. Isso preocupa ela, quer me levar no médico. E se eu for, vai ser aquele resultado bem grande, POSITIVO. Gravidez na certa.
- Mas a sua menstruação não está vindo ?
- Está um pouquinho atrasada, deveria ter vindo já. Mas até agora não, e faz uma semana e meia que venho sentindo isso.
- Se você quiser eu posso ir contigo no médico. Sem ninguém saber e antes de você viajar. Assim tem a certeza, da sua suspeita.
- Pode ser, amanhã cedo eu vou marcar.
- Pode contar comigo. Mas você tem que contar logo para o Luan, aproveita hoje, depois da festa. Conversa com ele.
- Eu tenho medo !
- Não precisa ter medo, ele gosta de você, não vai te abandonar.
- Eu sei disso !
- Amor ! Estava procurando você - disse o Luan se aproximando todo sorridente. Estava com uma bebê em seu colo, que olhava para ele assustada.
- Quem é essa gracinha ?
- Minha priminha, mas já está indo embora. Está se assustando direto, queria que você visse ela, antes de levá-la.
        Me levantei e fiquei ao seu lado, segurei a mão da menininha que começou a chorar ao olhar o meu rosto. Tinha até esquecido que estava com aquela coisa estranha em meu rosto.
- Não chora, amor. Ela é do bem - Luan dizia, me fazendo rir. Beijei o rostinho dela, mesmo sem querer e o Luan foi levar a menina para os pais.
- Vamos, Michele !
              Fomos curtir a festa, encontramos os pais do Luan que estavam lindos, Marizete de rainha e o Amarildo de rei, Bruna com uma fantasia de '' gladiadora'' , chamava ela de Hércules. Meus pais se divertiram, meu irmão só sabia ficar perto de sua namorada. O Luan, conversava e se divertia com os amigos.
        Enquanto eu conversava com a Marla, lhe perguntei de como tinha sido sua gestação, os sintomas.
- Você está grávida ?
- Não, eu só queria saber mesmo. Acho interessante - falei rindo, sem jeito.
           Senti um beijo no rosto, me assustei, mas vi o meu namorado ali, sorridente.
- Não vou ficar segurando vela - Marla saiu correndo, nos deixando a sós.
- Estou morrendo de calor nessa roupa.
- Tira essa capa, amor, fica só com essa roupa branca de dentro.
- Trouxe uma calça e uma camisa mais confortável. Vou pedir para o Rober pegar, vem comigo. Fica do meu lado, amor.
- Fico sim, meu amor.
 - Antes me dá um beijo, bem gostoso... - se aproximou de mim. - Aquele que só você sabe me dá e me deixa louco.
- Luan - bati em seu braço. -   Você deve está morrendo de calor nessa roupa mesmo.
- (risos) Eu te amo, meu amor - nos beijamos, antes de procurar o Roberval.
          Após aquele beijão, fomos procurar o Roberval que estava fantasiado de Mário, o Luan ficou brincando com a cara dele, que fez de bravo e disse que não iria pegar a roupa. Mas ele acabou indo. Queria contar para o Luan sobre a minha suspeita, mas eu tinha muito medo da sua reação.
      - Tem um camarim ali perto, boi. Vai lá com a Larissa !
     Fui com o Luan até o tal camarim, ele já foi tirando a roupa, estava todo suado. Ficou um tempo jogado no sofá, de cueca box.
- Amor, alguém pode aparecer aqui e te vê desse jeito, Coloca pelo menos a calça.
- Esse ar gostosinho que tem aqui, eu vou ficar assim - disse rindo.
- Não vai ! Toma aqui, coloca logo - falei, entregando a calça para ele.
          Luan colocou a calça e assim que ia colocar a camisa, a sua mãe apareceu no camarim, ficou assustada ao vê o filho sem camisa e descabelado.
- Desculpa !
- (risos) Não, mãe. Só vim trocar de roupa, aquela fantasia estava me matando.
- Ah ! Filho, o seu tio acabou de chegar - disse sorridente.
- Sério ? Fantasiado ?
- Fantasiado !
- (risos) Quero só vê - colocou a camisa e segurou a minha mão. Seguimos a sua mãe, até encontrarmos uma turma grande, toda animada. O Amarildo se divertia com um homem, que estava fantasiado de rei também, ele era bem gordinho.
- E aí, tio ! - apertou a mão do homem. - Combinaram ?
- (risos) Gostou ?
- Ficou massa ! Tio, essa é a minha namorada, Larissa.
- Que linda ! Prazer, Cleber.
- Prazer ! - apertei sua mão.
          Meu namorado também me apresentou a outros familiares que eu ainda não conhecia pessoalmente. Tivemos a hora de nos divertir com a nossa família e também a hora de ficarmos a sós um pouco.
- Meu amor, eu queria te contar uma coisa.
- Pode contar, linda - beijou meu rosto.
- Eu só tenho suspeita, em relação a isso.
- Suspeita ? O que houve ?
- Eu vou fazer exames para confirmar.
- Exames ? Está me deixando preocupado, Larissa. Fala de uma vez ... - ele me olhava nos olhos e fazia carinho em meu rosto.
- Luan, eu acho que estou grávida.
- Grávida ? - falou assustado, parando o carinho que fazia em meu rosto.
       Apenas balancei a cabeça, estava com medo do que ele iria falar.
- Grávida, Larissa ? - passou a mão no cabelo.
- É, Luan. Mas como eu disse, não é certeza, é apenas suspeita.
- Suspeita ? De onde surgiu essa suspeita ? Você não tomou o remédio ?
- Eu tomei, mas eu ...
- Larissa, fala a verdade. Você tomou ou não ?
- Eu não lembro, Luan. Eu não lembro ...
- Cara ! Grávida ? Não acredito.
- Já entendi - me afastei dele. - Vou ficar com a minha mãe.
- Não, vem aqui. Não me respondeu. De onde surgiu essa suspeita ?
- Luan, eu venho passando mal todos os dias. Sentindo um sono insuportável, enjoos, tonturas. Minha menstruação já deveria ter vindo.
- Isso deve ser sintomas da menstruação. Já ouvi minha mãe conversando com a minha irmã sobre isso. Não dá uns sintomas parecido com gravidez ?
- E se eu estiver mesmo grávida ?
- A gente dá um jeito.
- Um jeito ? - cruzei os braços. - Um jeito como eu estou pensando ?
- Abortar ?
- É ...
- NÃO ! Claro que não, amor. Faz os exames certinho, você vai vê que é por causa da menstruação, sintomas.
- Virou médico agora ?
-  Já disse que ouvi a minha mãe conversando com a minha irmã, Larissa.
- Tudo bem, Luan ! Só você e a Michele sabe disso.
- Vem aqui !
          Me puxou para um abraço, o que me deu a maior vontade de chorar. Pensar na possibilidade dele me deixar, me atormentava.
- Não chora, meu amor.
- Eu juro que eu não queria agora.
- O destino nos surpreende, Larissa.
- Você não está feliz.
       Segurou o meu rosto e selou  meus lábios várias vezes. Depois enxugou o meu rosto.
-  Eu te amo e isso basta.






sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SERÁ UMA GRAVIDEZ ?

No dia da festa de Halloween, um estresse sem igual tomava conta de mim. Além de um tremendo enjooo que eu sentia, e não parava nunca. O cheiro do meu perfume e de outros que estava em meu guarda-roupa, me deixava louca de enjoo, o que me fazia ir ao banheiro muitas vezes. Minha mãe ficou preocupada comigo e quis me levar a força ao médico.
- Não precisa, mãe.
- Larissa, isso não é normal minha filha. Te vi entrando no banheiro três vezes. O que você comeu ? Vamos ao médico.
- Mãe, para. Hoje é a festa de halloween que o Luan tantou sonhou em fazer, foi algo que eu comi sim, me deu até dor de barriga - menti. Eu não queria ir a médico.
- E se ficar assim na festa é pior, vamos antes que eu o seu pai lhe veja desse jeito, pálida, ele não vai te deixar ir.
-  Eu estou ótima, de verdade. Não fala isso para o meu pai, certo ? Eu preciso deixar tudo pronto para logo mais arrasar naquela festa.
- Larissa !
- Mãe, vamos fazer assim. Se não passar, eu te falo e vamos ao hospital, certo ?
- Promete me avisar ?
- Sim !
         O Luan me ligou avisando a hora que passaria em minha casa para irmos juntos. Não consegui convencê-lo de que iria com os meus pais, ele queria ir comigo, ele queria me pegar em casa. Ainda não tinha visto a sua fantasia, ele faz o maior suspense quando pergunto. A minha ele já sabia qual era, a '' Mickey Fantasma'', esperava uma maquiadora para me deixar com a cara de Halloween.
             

{...}

        Luan passou  na casa dos meus pais para me buscar, e em seu carro fomos para o lugar onde seria a festa. O caminho até lá, o perfume do Luan me enjoava e aquilo me fez suspeitar de algo que não poderia acontecer naquele momento. Quando iria falar para o Luan sobre a minha suspeita, chegamos no local, onde estava cheio de fotográfos e muita gente chegando.
           Óbvio que a atenção foi toda para o astro da noite, o dono da festa. Não estava muito bem e queria sair dali, estava cheio de fotográfos, vários flash, me deixando louca.
-  Eu posso ir na frente ? - perguntei quase em sussurro para o Luan.
- O que ?
-  Ir na frente !
- Uai, porquê ?
- Eu quero ir ao banheiro, estou apertada.
- Vou com você, amor - segurou a minha mão e foi acenando para as pessoas.
       Quando já estávamos dentro da recepção, o Luan me levou até o banheiro. Ah ! A fantasia dele era de um filme que ele gostava bastante. Ao sair do banheiro me deparo com o Luan cumprimentando duas mulheres que estavam seminua, apressei os passos e fiquei ao lado dele que me apresentou para as duas moças.
- Essa é a minha namorada, Larissa. Essa é a Andressa Urach amor !
- Ah ! Oi tudo bem ? - cumprimentei ela com um aperto de mão. Também fui apresentada para a sua amiga. Não tinha gostado nada daquela morena.
- Fiquem a vontade meninas, eu vou á procura dos meus pais - disse o Luan, segurando a minha mão. Também iria a procura dos meus pais e do meu irmão.
         Encontrei os meus pais chegando com a Michele, meu irmão e sua namorada. Fomos até eles, a minha mãe segurou a minha mão e fiz sinal para que ela não falassse nada sobre o que aconteceu mais cedo.
- Amor, eu vou conversar com a Michele. Quando os seus pais chegarem, manda me chamar que eu venho correndo vê-los.
- Certo, amor. Vai lá ! - selou os meus lábios, segurei a mão da Michele, mas antes de ir para um lugar mais tranquilo com a minha amiga. A minha mãe pediu licença a todos para conversar um coisa rápida comigo.
- Promete que se estiver com aquelas coisas de novo, você vai me contar ?
- Claro, mãe. Fica tranquila, tá ? Curte a festa. Eu vou conversar com a Michele.
- É sobre isso, Larissa ? Não faz eu suspeitar de uma coisa, pelo amor de Deus.
- Mãe ! É sobre um assunto da Michele, deixa eu ir antes que comece a chegar um monte de gente. Já volto - beijei o seu rosto e sai de lá o mais rápido possível.
                  - Espera, vamos tomar alguma coisa um pouco forte, precisamos nos alegrar.
- Eu não quero, Michele.
- Mas por que ?
- Porque, eu não quero - disse rindo.
        Ela pegou o seu copo com vodka e outra coisa que não perguntei. Fomos para um jardim onde tinha algumas pessoas que eu ainda não conhecia, tirando foto, uns vieram me cumprimentar por eu ser a namorada do Luan, e o outros ficavam de longe apenas olhando.
- O que você quer me dizer ?
- Michele, eu confio em você, por isso que eu te vou contar uma
coisa que eu estou suspeitando.
- Suspeitando ? De mim ? - arregalou os olhos ao perguntar.
- (risos) Não tem nada haver com você. Mas você ficou assustada não é ? Tem algo para me contar, Michele Ornieski ?
- Não, Larissa Alves. Nada para lhe contar, mas você tem, então desembucha logo - segurou a minha mão e me levou até um banquinho, sentamos ali.
- Eu acho que eu estou grávida.
            Aquela notícia fez a Michele cuspir toda a sua bebida. Até eu mesma me assustei ao pensar que eu poderia mesmo está grávida.